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Dormir para despertar



Um pingo de conversa...

 

charlie brown: e tu escreve tão leve

 

lucy: o que escrevo tem muito a ver comigo no momento e é engraçado que posso até no meio da rua andando com a minha mãe ouvindo sons de uma caixa estourada que logo dá vontade de pôr no papel qualquer coisa mas me pressiono muito em relação a isso. não entendo muito o porquê que acontece.

 

charlie brown:eu sei como é. quando voce vê isso tudo já escrito, tão bem dito a cobrança aumenta

 

lucy: é exatamente isso. e você não consegue mudar nada, porque saiu daquele jeito.

 

charlie brown:achando que é ser pretensioso

 

lucy: humrum.

 

charlie brown: adoraria que você fosse pretensiosa! bastante.

 

lucy: nem sou. não pretendo muito com tudo isso. pra mim é muito um nada que é meu e que divido porque não consigo ficar só pra mim.

 



Escrito por f.porto às 18h57
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Idéias fora de ordem, mas com um sentido próprio.

Não sentir pena de si mesma.

Dançar com cachorro rosa, meu mais preferido presente de natal da infância.

Chorar por nada mas com todos os motivos do mundo.

1,2,3...

 

 

Não me deixar parar no meio do caminho, porque o final pode ser recompensador.

 

Ver que qualquer coisa é motivo para me fazer botar palavras no papel. E mesmo sem papel, procuro o ar para desenhar.

 

Chá no meio da tarde. Sem açúcar, sem gosto, mas para rir quando os óculos embaçam.

Não consigo entender o que mais escrevi no papel.

 

Respirar de acordo com a música.

Notas que tocam onde nem se espera,

despertando coisas chamadas sentimentos. 

Adoro violino, acordeão, piano...

 

 

[Momento intenso com duração de 1h1/2]



Escrito por f.porto às 17h55
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