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Dormir para despertar



E não bastou um relatório de 1 pg e ½ em A4 para o sono chegar. Liguei o rádio. Nem é novidade. Agora, ligo sempre para dormir. E durmo logo. Mas, hoje, não durmo. Não consigo. É um vira-desvira, é um tira-bota lençol e é um segura-solta a Jorunn, boneca de pano que a minha mãe me deu esse ano. Trouxe de viagem. A alegria de ter ganho era de uma menina de seus seis, sete anos. Porque hoje a minha mãe não pensa em presentes. Coitada. Não tem nem tempo para isso. E por isso coloquei nome nela, na boneca, pra me apegar, porque me disseram que quando você dá nome as coisas, você se apega. Engraçado isso. Todas as minhas bonecas, bichinhos (vivos ou não) não tiveram nome. A não ser o “cachorro mole”. É o nome dele. Pobre nome. E é um bichinho que tenho até hoje. Todo babado pela Uli. Agora aperto o meu off, porque escrever compulsivamente às 00:45 não dá, principalmente coisas sem sentido. Voltando ao rádio... ele me deu de presente em menos de ½ hora um triplo repeat, isso mesmo, escutei três vezes aquele que de nome a gente pode até não lembrar, mas é inesquecível... “Slave to love” (do Bryan Ferry, que não faço a mínima idéia de quem seja).. lá vai um pedaço:

 

Tell her I'll be waiting
In the usual place
With the tired and weary
There's no escape
To need a woman
You've got to know
How the strong get weak
And the rich get poor

…i´ma slave to love”

 

é tosca, mas todo mundo já sofreu por amor um dia na vida ouvindo esse música.

 

 

   

 

 

 

   



Escrito por f.porto às 15h38
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Dia 07.06

Para dizer do aniversário que foi ontem de uma pessoa que passou a ser muito especial p/ mim. esse ano. e eu nem esperava. a gente descobriu, da noite para o dia, ou melhor, em uma viagem a São Paulo [perfeita] que se fosse p/ dividir um apê daria certo [será? .. se não tiver pimenta no macarrão, eu até topo! ouvindo Jack Johnson na hora de acordar].

é linda, louca, cheia de caretas, apaixonada pelo que faz e uma ótima companhia para ver filmes, pena que dorme na maioria. Bia, biúza, bioca é isso. e muito mais. Um beijo em tu, moça.   

 

O que eu vi do 15º Cine Ceará foi muito bom..

Curtas Gaúchos e 2 longas:

* “Moacir, Arte Bruta” do Walter Carvalho, só posso dizer: a vida é um mistério e esse  homem é o próprio capetín, “entendeu?”! (eu não levo ele p/ serra!)

* “Quanto vale ou é por quilo?” do Sérgio Bianchi, sobre “um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira atual, focalizando o comportamento mercadológico das duas épocas”... fiquei dispersa em alguns momentos, mas a mensagem é para se refletir.

 



Escrito por f.porto às 09h02
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